Ultrassonografia à beira do leito: quando utilizar o método?

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A ultrassonografia à beira do leito (TBL), ou Point-of-Care testing (POCT), é um procedimento realizado em pacientes em estado crítico, onde quer que estejam. O exame físico constitui uma verdadeira evolução na terapêutica intensiva, por aumentar a sensibilidade e especificidade, garantindo a segurança do paciente.

O procedimento à beira do leito pode ser feito por um médico não-radiologista, ou seja, pelo próprio responsável pelo atendimento e diagnóstico. O POCT pode modificar desfechos de tratamentos e, até mesmo, evitar a morte, pois dá insumos riquíssimos para a avaliação do paciente.

A técnica é vista cada vez mais nas Unidades de Terapia Intensiva e em salas de emergência. Os de ultrassom aparelhos são portáteis e adaptados à realidade das UTI’s, podendo ser higienizados de maneira muito simples, o que é indispensável para evitar infecções hospitalares. Soma-se a isso o fato de que a ultrassonografia constitui um exame facilmente aplicável, minimamente invasivo e prático

ultrassonografia à beira do leito

A ultrassonografia à beira do leito (TBL)

De acordo com a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica (SBPC), “POCT é o exame laboratorial passível de ser realizado próximo ao paciente, que fornece resposta rápida, sem a necessidade de transporte da amostra, e cuja análise é simplificada”.

A TBL já é reconhecida como uma “importante ferramenta emergente no sistema de saúde brasileiro atual”. Há vários tipos de POCTs no mercado. Muitos deles são adaptados para atender enfermos nos mais variados locais, sejam públicos ou remotos, zonas de pandemias ou desastres, ou em veículos paramédicos em movimento.

O impacto da ultrassonografia à beira leio é significativo para desfechos clínicos de sucesso, seja durante procedimentos cirúrgicos, tratamentos intensivos ou em testes de paramédicos.

Quando a ultrassonografia à beira do leito deve ser utilizada em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s)

As aplicações do Point-of-Care testing são diversas. Dentre as principais, podemos citar:

  • Avaliação cardíaca e em parada cardiorrespiratória;
  • Guia para procedimentos invasivos – para inserção de cateteres venosos centrais;
  • Tamponamento cardíaco – quando há concentração de líquido entre as membranas residentes no pericárdio;
  • Exame de ultrassonografia pulmonar – para identificar síndrome pneumotórax,  pleuropulmonar ou embolia pulmonar;
  • Exame de trombose venosa profunda;
  • Ecocardiografia do intensivista – para investigação de choque hipoperfusão e insuficiência respiratória aguda;
  • Identificação de retenção de líquido pelos rins ou intra abdominal – para investigação de doenças hepáticas, hipertensão portal e problemas renais;
  • Ultrassonografia no trauma – exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma);
  • Avaliação de casos de insuficiência respiratória aguda;
  • Realização de punção de cateter intra-arterial e acesso venoso central.

O ultrassom Point-of-Care garante maior precisão diagnóstica, o que, por consequência, significa a redução de complicações. Além disso, os aparelhos representam baixo custo de manutenção nas Unidades de Tratamento Intensivo.

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Conclusão

A literatura internacional concentra diversos trabalhos, concluídos ou em andamento, sobre a ultrassonografia à beira do leito. Nas poucas décadas em que foi aplicada, a TBL provou seu valor nos centros de terapia intensiva, ajudando a salvar vidas e a evitar sequelas.

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